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NOTÍCIAS

30 de julho de 2021

Em Várzea Alegre renovada a diretoria do Instituto Padre Vieira

Por Evanildo 30/07/2021 #cultura

A Secretaria de Cultura e Turismo, do Governo de Várzea Alegre, se reuniu nesta sexta-feira, 30 de julho, às 9h, na sede da secretaria, com o Instituto Padre Vieira, para renovação da diretoria e para planejamento de metas e ações que o município e o Instituto pretendem realizar em favor da instalação definitiva do Instituto Padre Vieira em Várzea Alegre.

Nessa perspectiva da instalação definitiva do instituto em Várzea Alegre, o prefeito Zé Helder (MDB), em reunião com a Secretaria de Cultura e Turismo, assegurou que o município irá buscar parcerias para garantir um espaço físico para o seu funcionamento.

A instalação de Instituto Padre Vieira é uma cobrança antiga. Atender a essa demanda é atender ao anseio da comunidade, especialmente do segmento cultural, em reverencia ao Padre Antônio Vieira, uma das maiores referências literárias do Ceará.

Em Várzea Alegre a academia de letras chama-se AVL - Academia Varzealegrense de Letras Padre Antônio Vieira em homenageia a ele.

A nova diretoria do Instituto Padre Vieira tem a seguinte composição:

Diretoria:

PRESIDENTE - Ruy Aurélio Batista Rolim de Souza - Arquitetura e Urbanista

VICE-PRESIDENTE - Otoniel Fiuza de Alencar Júnior - Vereador e Advogado

1º SECRETÁRIO - Liduina Sousa - Professora e membro da AVL

2º SECRETÁRIO - Cláudio Sousa - Poeta e Radialista

1º TESOUREIRO - Maria Elia Correia Vieira de Morais - Professora

2º TESOUREIRO - Raimundo Hélio Batista - Advogado, membro da AVL e representante da Secretaria de Cultura

BIBLIOTECÁRIO - Dagoberto Diniz - Professor e membro da AVL

ARQUIVISTA - Janete Marcelino de Lima - Professora

Conselho Consultivo e Fiscal:

Márcio Antônio Araruna Vieira - Professor e Gestor Escolar

Ellen Alves Costa - Procuradora Geral do Município

Constância Correia Vieira de Sousa - Servidora Pública

Alana Costa B. Fiúza Saraiva - Professora

Valdilene Bitu de Oliveira - Vereadora

Biografia do Padre Vieira

Antônio Batista Vieira foi, acima de tudo, a perfeita expressão do autêntico sertanejo. Este nasceu na Serra dos Cavalos, no Município de Várzea Alegre, no dia 14 de junho de 1919. Naquele ano, uma histórica seca flagelava o nordeste brasileiro, dizimando os rebanhos bovinos e afugentando inúmeras famílias daquele ambiente inóspito.

Filho de pais pobres que viviam no campo, dali extraindo o sustento da prole que se multiplicava, Padre Vieira conheceu na infância todas as limitações e privações peculiares à situação de absoluta pobreza, sendo obrigado a acompanhar os pais nas atividades agrícolas. O resultado dessa vivência, manifestado no contato com a terra mártir, é traduzido na marca profundamente humana e sertanista dos seus escritos. Sua prosa revela contrastes admiráveis, quando o homem, refeito das adversidades do meio, reanima-se, poetiza e ri.

No sertão, ainda menino, o Padre Antônio Vieira freqüentou escolas de palmatória e sabatina, de onde rumou para o Seminário do Crato-CE, a fim de cumprir uma velha aspiração dos seus pais, que pretendiam transformá-lo num sacerdote. Sete anos depois, mudou-se para o Seminário de Fortaleza, onde concluiu Filosofia e Teologia.

Ordenou-se em 1942, no Seminário do Crato, ali ficando até o ano de 1953. Em 1964, Padre Vieira cursou Administração de Empresas na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Dois anos mais tarde, candidatou-se a Deputado Federal, sem nenhuma experiência política. Apesar de ter sido eleito, exerceu apenas a metade do referido mandato, sendo cassado pelo AI-5 (Ato Institucional No 5, instituído pelo Governo Ditatorial do General Artur da Costa e Silva, o qual lhe concedia poderes para revogar direitos políticos dos potenciais adversários do regime).

Em seguida, Padre Vieira cursou Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1984, retornou ao Ceará. Escrevia em jornais "às escondidas", devido à proibição dos seus superiores, chegando a utilizar os pseudônimos de "Bene-ditto Antônio Teixeira" e "Vulpiano Xerez".

Entre os livros que publicou, destacam-se os seguintes: "100 Cortes Sem Recortes" (1963); "O Jumento, Nosso Irmão" (1964); "O Verbo Amar e Suas Complicações" (1965); "Mensagem de Fá, Para Quem Tem Fé" (1981); "Pai Nosso" (1983) e "Bom Dia, Meu Irmão Leitor" (1984). A partir de 1954, começou a escrever assiduamente no Jornal "O Povo", tornando-se um de seus melhores e altivos colaboradores. Seus leitores constituíam-se, basicamente, como gente do povo, seja da capital ou do sertão, encontrando um fiel público leitor também nas escolas.

A morte do Padre Vieira, ocorrida no dia 19 de abril de 2003, veio despertar nos varzealegrenses o desejo de terem, nesse município, um museu, onde se possa preservar não só a obra de Padre Vieira, mas também o legado deixado por outros ícones da nossa cultura.

Assessoria de Comunicação

Reportagem: Marco Filho

Foto: Fábio Oliveira

 

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